O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, formalizou no dia 20 de janeiro o congelamento de recursos destinados à Organização Mundial da Saúde (OMS) e anunciou a saída do país da instituição em 12 meses. Uma medida semelhante já havia sido adotada por Trump em 2020, durante a pandemia.
Muito tem se falado sobre este assunto, mas o que muda de fato?
Para responder a esta pergunta, primeiramente é importante conhecer o trabalho da OMS. A organização é conhecida por ter escritórios em diversos países e atuar na melhora da sua, inclusive com campanhas para erradicar doenças, atuando no combate a doenças transmissíveis (como o HIV e outras doenças virais e bacterianas) e até mesmo doenças não transmissíveis, como câncer e doenças cardíacas.
O EUA eram os maiores doadores de recursos da OMS e o congelamento destes recursos pode impactar diretamente nas ações da organização. O apoio aos centros de saúde, a distribuição de vacinas, os tratamentos levados a países subdesenvolvidos, as campanhas de conscientização e a distribuição de medicamentos podem ser profundamente prejudicados com este corte substancial que não atinge apenas recursos financeiros, mas equipamentos, veículos para as operações e suporte militar quando necessário.
Algumas decisões políticas afetam um país e seus habitantes, mas outras afetam o mundo.